Primavera do Leste / MT

HOME / NOTÍCIAS

geral

Sindimed: “Não adianta culpar à população se gestores batem cabeça”


Os médicos de Mato Grosso estão trabalhando em seu limite. A falta de insumos, EPIs (Equipamento de Proteção individual), medicamentos e leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) têm preocupado a classe trabalhadora que atua na linha de frente no combate à pandemia da Covid-19 (coronavírus).

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), chegou a enviar um documento, no último domingo (21), para as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande pedindo o lockdown, para evitar mais mortes em razão do vírus.

 

Mesmo com a quarentena coletiva obrigatória, sendo decretada pelos dois Municípios após decisão judicial, o diretor de Comunicação do Sindicato dos Médicos, Adeildo Lucena, afirmou ao MidiaNews que nada será resolvido enquanto os gestores “baterem cabeça” sobre a real situação do Estado.

 

“Agora com os casos aumentando consideravelmente, há a necessidade de que as pessoas se conscientizem para não só proteger a si, mas cuidar do próximo também. Isso é fundamental. Não podemos, também, atribuir à população uma situação dessa, quando os próprios governantes estão batendo a cabeça. Eles têm que ter um discurso mais próximo para que a população acredite”.

 

“O avanço da doença está sendo crescente nas últimas semanas. Então, agora seria o momento técnico para que se reduzisse essa transmissão, de forma a dar um fôlego para os serviços de Saúde, que estão lotados, abarrotados, tanto o público, quanto o privado. Isso não vai resolver completamente o problema e também não há garantia de que vá melhorar substancialmente, mas avaliando a curva de crescimento desde o início da pandemia até agora, vendo o número de óbitos, mais o número de vagas que temos de UTI, a gente realmente acha que é o momento” disse.

 

O mais preocupante, segundo Lucena, é ver colegas tendo que se afastar de suas famílias com medo de transmitir a doença, além dos profissionais de saúde que estão morrendo.

 

O profissional também falou sobre a necessidade em dar mínimas condições de trabalho e o que poderia ser feito caso a Saúde entre em colapso e falte médicos para atuar.

 

O Sindicato dos Médicos entende que este é o momento em que não podemos perder o tempo e esperar uma situação mais calamitosa para vir a decretar e não tenha mais como ser corrigido

Leia os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – Nesta semana, a Justiça decretou uma quarentena obriagatória em Cuiabá e Várzea Grande. Essa medida veio em boa hora?

 

Adeildo Lucena – O Sindicato dos Médicos pediu que fosse decretado o “lockdown” porque temos hoje um limite, nós alcançamos o limite do número de vagas disponíveis em leitos de UTI no Estado. O avanço da doença está sendo crescente nas últimas semanas. Então, agora seria o momento técnico para que se reduzisse essa transmissão, de forma a dar um fôlego para os serviços de Saúde, que estão lotados, abarrotados, tanto o público, quanto o privado.

 

De repente, nós podemos chegar a um caos, estourar realmente todos os limites e não conseguirmos atender nem no setor público nem no privado as pessoas acometidas pela Covid e por outras doenças. Então o momento é agora, nessa semana. Por quanto tempo? Isso vai depender dos dados que virão. Ele nos dirá, mas aproximadamente seria de 10 a 15 dias.

 

Seria uma coisa mais rigorosa, no sentido de dar um fôlego. Isso não vai resolver completamente o problema e também não há garantia de que vá melhorar substancialmente, mas avaliando a curva de crescimento desde o início da pandemia até agora, vendo o número de óbitos, mais o número de vagas que temos de UTI, a gente realmente acha que é o momento. Mais para frente pode ocorrer o que tememos: não ter onde colocar as pessoas, não ter vaga de UTI, não ter vaga de enfermaria e não ter profissional em número suficiente para dar o atendimento adequado. Isso gera um problema bastante sério. Vai chegar em um ponto em que as pessoas vão ficar completamente desassistidas. A gente pensa no que pode vir a acontecer, em que chegue um momento em que o sistema de Saúde não vá suportar.

 

Claro, o contexto tem que ser avaliado pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Ele tem todo o direito de recorrer de uma decisão judicial e tomar uma decisão. Ele é o responsável, ele e a sua equipe. O Sindicato dos Médicos entende que este é o momento em que não podemos perder o tempo e esperar uma situação mais calamitosa  para vir a decretar e não tenha mais como ser corrigido. Os nossos recursos estão se esgotando. Então eu afirmo que o sindicato não quer que esgote para decretar o lockdown. O Sindicato dos Médicos quer que tome essa medida antes que isso aconteça. E mesmo assim pode acontecer quanto mais o tempo passar. Se essa curva continuar ascendente, o problema vai se tornar maior ainda.

 

MidiaNews – Como avalia a política adotada pelo prefeito Emanuel Pinheiro de fechar tudo no dia 20 de março, quando havia apenas um caso em Cuiabá, e depois permitir a abertura quando os casos avançavam?

 

Adeildo Lucena – Dentro daquela mesma perspectiva, de que o prefeito avalia a situação e toma uma decisão. Qual era a ideia inicial? Muito boa: você fecha e se prepara para quando vier a onda forte. Para que quando os casos aumentarem, você estar preparado. Foram quatro meses para se preparar, para organizar o serviço público de Cuiabá, para atender a demanda, que a gente já sabia que seria muito grande nesses meses de junho, julho e agosto, que é quando os problemas respiratórios acometem mais os mato-grossenses.

 

A ideia era ter feito o isolamento social, para que o gestor público tivesse condições de preparar o Município para o que está acontecendo agora. Pelo que o CRM (Conselho Regional de Medicina) apontou, o Município não fez o dever de casa. Não dá para entender por que fechou lá atrás e não se tomou as devidas providências. O tempo é o senhor da razão e ele vai mostrar, a máscara vai cair. Nós estamos vendo a curva ascendente, os números de mortes aumentando a cada dia, os leitos de UTI no teto, as dificuldades para transferir um paciente hoje para um hospital é bastante grande, os médicos estão com muita dificuldade com relação a isso. Agora nos próximos 15 dias teremos a resposta, se a Prefeitura fez o dever de casa dela.

 

A ideia era ter feito o isolamento social, para que o gestor público tivesse condições de preparar o Município para o que está acontecendo agora. Pelo que o CRM apontou o Município não fez o dever de casa

MidiaNews – Como estão as condições de trabalho nas unidades de saúde? Qual é a principal queixa dos médicos?

 

Adeildo Lucena – Na atenção primária, que são as unidades de saúde da família, nos postos e centros de saúde, sempre trabalhamos com as mínimas condições. Em algum momento sempre falta algum tipo de material ou insumo, em algum momento sempre falta medicamento para controlar as doenças crônicas, os exames complementares com dificuldade, encaminhamento para especialista também. Na atenção secundária, que são as policlínicas, as UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), o Pronto-Socorro, temos também dificuldade muito grande, ainda mais hoje por causa da pandemia da Covid-19. Temos escalas com furos, a Prefeitura sempre deixando de cumprir aquilo que promete para os médicos, em termos de pagamentos de plantões extras. É uma confusão muito grande na distribuição do prêmio da saúde, que até hoje não está devidamente regulamentado. E aí vem também de novo a falta de insumos, que reflete nas condições de trabalho, que são muito ruins e já vêm de longa data. A precarização do trabalho é grande, os médicos não tâm direito a férias, a 13º salário… Está bastante complicado. Sempre vivemos nessa situação, não há diferença nenhuma com a pandemia. A pandemia só fez descortinar um problema que já é crônico e de longa data.

 

Em algum momento sempre faltam máscaras de proteção, aquela que protege os profissionais de se contaminar, mas não há tanta reclamação como antes. Não ouvi falar de máscaras rasgando, porque essas máscaras N-95 não são fáceis de rasgar, a cirúrgica sim. As unidades estaduais estão mais bem providas de EPIs do que as municipais.

 

Midianews – O aumento no número de casos deve-se, também, ao comportamento de parte da população, que não se isolou como deveria. Como o senhor avalia o comportamento destas pessoas, que seguiram fazendo festas mesmo com orientação em sentido contrário?

 

Adeildo Lucena – Eu acredito que a grande maioria procurou seguir as regras de se proteger e proteger o próximo, mas é óbvio que sempre vamos ter aquelas pessoas que não se importam e que ainda não estão acreditando [na doença]. Agora com os casos aumentando consideravelmente, há a necessidade de que as pessoas se conscientizem para não só proteger a si, mas cuidar do próximo também. Isso é fundamental. Não podemos também atribuir à população uma situação dessa, quando os próprios governantes estão batendo a cabeça. Eles têm que ter um discurso mais próximo para que a população acredite.

 

MidiaNews – Imagina-se que o senhor tem conversado muito com os profissionais da linha de frente do combate à pandemia. Como está o estado emocional deles?

 

O tempo é o senhor da razão e ele vai mostrar, a máscara vai cair

Adeildo Lucena – Quem está na linha de frente está sofrendo uma pressão muito grande. Aquela pressão de você não ter muitas opções, muitos recursos, até pela própria ciência não ter os meios necessários. Além disso, você tem medo de se contaminar, contaminar sua família e é obvio que tudo isso vai afetar o psicológico do médico. A gente vive uma situação muito estressante. Para quem trabalha na linha de frente, ou na UTI ou no setor de internação, que são onde estão pacientes com Covid, realmente é um momento bem tenso. Fora as pessoas que você ainda têm que cuidar, porque é a sua função ali; isso é bastante desgastante. Então tenho percebido sim. Eu também trabalho na linha de frente, mas vejo os meus colegas viverem momentos de angústia, alguns até com as questões emocionais bem afetadas. Tendo dificuldades no plantão, precisando dar uma pausa… Porque você entra em uma UTI, coloca aquele capote e às vezes nem no banheiro consegue ir. Às vezes você esta no pronto-atendimento e não consegue descansar um pouco, ou ir no banheiro, ou almoçar. É realmente bastante estressante, a gente tem sentido os colegas com essa pressão sim.

 

MidiaNews – Na quarta-feira, o secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo afirmou que existem médicos que, por desespero, estão deixando os hospitais, tamanha a pressão. E que entende a situação e que não pode condená-los por isso.  O sindicato têm acompanhado estes casos?

 

Adeildo Lucena – Não é que abandonaram os hospitais. Imagina você trabalhar em um local estressante como esse e não ter uma compensação sequer financeira, porque reconhecimento nunca tivemos. O próprio secretário agora está acometido com a doença e está passando por momentos estressantes. Então abandonar, não, porque o médico não é treinado nesse sentido. Mas é óbvio que alguns podem realmente ter desenvolvido ansiedade ou transtorno do pânico. Isso é comum em qualquer profissão, ainda mais num momento como esse. A profissão médica sempre teve um índice muito grande de ansiedade, e até uma taxa bastante elevada de suicídio. Realmente é um momento ruim e é compreensível se acontecer de um ou outro, mas a maioria está firme e aguentando a pressão.

 

Quem está na linha de frente está sofrendo uma pressão muito grande. Aquela pressão de você não ter muitas opções

MidiaNews – Figueiredo também afirmou que tem vivido os piores dias da vida dele. Isso deve estar ocorrendo com muitos médicos, não é mesmo?

 

Adeildo Lucena – Na verdade, tem muitos funcionários na SES que foram contaminados, e ninguém contamina ninguém porque quer, ou por falta de cuidado. É que realmente as pessoas continuaram trabalhando, continuaram dando assistência, cuidando… Porque não tem como parar a Saúde. E acabou contaminando o próprio secretário, que realmente deve está passando por uma situação bastante difícil. Era para acreditar que o secretário do Município também tivesse passando por isso. O que o secretário de Saúde de Estado vive não é fácil, ainda mais agora acometido da doença. E a gente vive essa situação de longa data. Na linha de frente isso é mais agudo, os médicos vivem mesmo essa pressão. Eu acho que no cenário ainda está bem, estão aguentando firme.

 

MidiaNews – Nesta semana a Prefeitura informou que 208 médicos estão afastados por algum motivo. Entre estes há médicos que “fugiram da raia”, pedindo licenças antes mesmo da pandemia chegar?

 

Adeildo Lucena – A licença que foi concedida ao médico é a mesma licença que foi concedida a outros servidores, inclusive os que não estão na linha de frente, como por exemplo, os professores, promotores, entre outros vários que têm fatores de risco ou a idade avançada. Legalmente foram afastados, não tem nenhum afastado ilegalmente. Isso não é fugir da raia, isso é um direito que assiste ao profissional, seja ele de qualquer área, mas na área médica também tem, nós não somos de ferro. Mas todos eles estão bastante resguardados no aspecto legal e moral, porque não dá para expor um médico com idade avançada ou com patologias.

 

Eu vejo o secretário Pôssas falar muito isso, sobre fugir da raia, mas se ele acompanhasse o médico durante um dia na Policlínica, eu acho que ele nunca mais falaria uma coisa dessas.

 

MidiaNews – É justificável o profissional se recusar a trabalhar diante da falta de condições?

 

Tem muitos funcionários na SES que foram contaminados, e ninguém contamina ninguém porque quer, ou por falta de cuidado

Adeildo Lucena – É um direito legal do médico: se não tem condições de trabalho, ele tem inclusive que recusar. Acho que o grande problema é que o médico acaba incorporando isso, ou não usando isso para fazer com que melhorem as condições de trabalho. Não tem como o profissional trabalhar sem condições, porque isso não reflete só no profissional, reflete na população também. Então as condições de trabalho quem tem que dar é o poder público, é a obrigação deles. Se não tem condições de trabalho, ele deve se negar a atender. Mas a maioria acaba atendendo, principalmente nessa pandemia. Passa por cima de muitas dificuldades e “toca o barco”, porque se não a “canoa já tinha furado” faz tempo, estávamos no fundo do rio essa hora.

 

MidiaNews –  O que é possível fazer para suprir a falta de profissionais nas unidades neste momento?

 

Adeildo Lucena – Se casos novos avançarem, se a ocupação das enfermarias dos leitos de UTI avançarem, não há o que fazer.  É óbvio que se chegar nesse extremo como aconteceu na Itália, os colegas que estão afastados certamente vão retornar e encarar o problema de frente. Isso é uma das alternativas, uma vez que os outros não têm condições. É uma coisa que tem que pesar bastante, mesmo com os riscos eles vão voltar. A outra opção é a Prefeitura oferecer um valor que compense o médico se arriscar, porque aí ele vai escolher se arriscar mais ou não. Porque ninguém está deixando de cumprir com sua obrigação. Se fizer um “extra” vamos pensar em uma progressão de carreira, não sei, algo nesse sentido. O que não dá é ir para a linha de frente e pronto e acabou.

 

Eu creio que se as escalas ficarem realmente defasadas e se os médicos adoecerem, os que estão com a licença deverão voltar e ajudar. Ainda há muitos trabalhando, mas é uma das opções.

 

MidiaNews – Dos relatos que o senhor tem ouvido, como os médicos da linha de frente estão fazendo para proteger seus familiares e não levar o vírus para dentro de casa?

 

É um direito legal do médico: se não tem condições de trabalho, ele tem inclusive que recusar

Adeildo Lucena – Tem colegas que já não estão com suas famílias, estão em outro local. Há outros que chegam em casa, trocam de roupa, tomam banho e procuram ficar afastados de seus familiares. Essas são medidas que todos estão tomando. Se caso contraírem, eles ficam isolados. Mas em sua maioria é isso que eles têm feito.

 

Mas é bem complicado você chegar em casa e sentir que, de uma certa forma, mesmo tomando todos os cuidados, você pode contaminar a sua família.

 

MidiaNews – O Governo chegou a alugar quartos de hotéis para estes profissionais?

 

Adeildo Lucena – No início sim, quando não precisava. Agora pode começar a precisar. Mas isso pode virar necessidade, pela  forma como a pandemia tem evoluído aqui, os novos casos aumentando, a maioria dos leitos ocupados, com o adoecer dos profissionais de Saúde…

 

Mas eu quero deixar bem claro: não é pandemia que está desfalcando a policlínica, não. Essa equipe já está desfalcada há muito tempo. O que tinha de buraco nas escalas é de longa data, a falta de profissionais no setor público é pelo desistir, por condições de trabalho ruim, salários ruins, vínculos precários, e isso já vem de antes da pandemia. As pessoas confundem. O que eu digo é isso: nós sempre tivemos dificuldades para conseguir leitos de UTI. Agora com a pandemia aumentaram os leitos? Não o suficiente, então vai faltar mesmo.

 

MidiaNews – É verdade que está faltando médicos para atuar na linha de frente no combate ao coronavírus?

 

Adeildo Lucena – Os gestores, principalmente dos Municípios de Cuiabá e Várzea Grande, vão encontrar um bode expiatório, que é mais uma vez a classe médica, porque eles dizem que não têm medo para trabalhar contra Covid-19, e isso é uma grande mentira, médicos tem sim. O que não tem é a capacidade técnica, o gestor que é incompetente e não consegue abrir os leitos, não consegue fazer funcionar. Isso é um absurdo, dizer que falta médico em Cuiabá, porque não falta, pode abrir quantos leitos de UTI quiser. Agora, eles não tem essa capacidade, vai abrir onde? No meio da rua? Com que material? 30 leitos resolve o problema? Claro que não. Os médicos precisam ter EPIs para trabalhar, condições de trabalho, remuneção digna, isso é para qualquer profissional no mundo. Aqui, nós nunca tivemos nem coisa nem outra. Agora com a pandemia, o mínimo que temos que ter é EPI de qualidade para que possamos trabalhar.

Middia News


COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

A Palavra

Pastor da Assembleia de Deus morre de Covid e tem enterro transmitido ao vivo


O pastor presidente da Assembleia de Deus Belém de Primavera do Leste (a 240 km de Cuiabá), José Alves de Jesus, morreu de Covid-19, nesta terça (19). O líder religioso estava internado há alguns dias no Hospital São Lucas, mas não resistiu e perdeu a luta contra a doença.

Na manhã de hoje (20), um cortejo fúnebre com Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar acompanharam o caixão até o cemitério em homenagem. O enterro está sendo transmitido ao vivo na página da igreja em redes sociais. Veja aqui. O cortejo seguiu até o Cemitério Campo de Paz, onde o pastor deve ser enterrado.

Durante esse período, os membros da igreja se mobilizaram nas redes sociais para pedir orações ao pastor. Em grupos grandes, foram ao hospital onde ele estava internado e fizeram várias orações.

No ano passado, muitos pastores morreram vítimas da Covid-19. No dia 8 de julho, o pastor Sebastião Rodrigues de Souza faleceu e o filho dele, pastor Rubens Siro de Souza, morreu cinco dias antes, duas grandes referências evangélicas no Estado.

RD News 


HOME / NOTÍCIAS

Região

Vereador Luis Costa participa de reunião com o Prefeito de Poxoreú para discutir a Regularização Fundiária do assentamento Bela Vista


Da Redação

Centenas de pessoas que vivem no assentamento Bela Vista está buscando apoio do Poder Público há anos, pois a luta é pela regularização fundiária, tendo assim, a valorização da região e mais investimentos em infraestrutura. O assentamento fica na região do Vale Verde, no município de Poxoreú, minutos da cidade de Primavera do Leste e pouco menos de uma hora do município pertencente. Na tentativa de melhorar um pouco as condições dos assentados, a prefeitura de Poxoreú e Primavera do Leste tem ajudado com manutenção das estradas, e a prefeitura de Poxoréu vem auxiliando em relação a demandas como água e energia.

Nesta terça (19), alguns representantes dos morados do assentamento, estiveram na Prefeitura Municipal de Poxoreú para participar de uma reunião com o prefeito Nelson Paim (PDT), na ocasião os vereadores Luis Costa (PDT) e Luizinho Magalhães (PP), estavam presentes, pois foram convidados pelos moradores. O objetivo segundo a comissão é desenrolar os trâmites para que o mais rápido possível seja realizada a regularização fundiária.

“Quase todos os dias estou na região dos assentamentos, Vale Verde, Nova Poxoreú, Bela Vista, entre outros, e vejo por lá a dificuldade dos moradores em relação a falta de infraestrutura. A maioria das pessoas que moram nestes assentamentos, trabalham em Primavera do Leste e precisam diariamente fazer o percurso. Além da falta de energia e de água, a maior dificuldade é a estrada. Por ser de chão, quando chega o período chuvoso é muito escorregadio, sem contar os buracos. Várias vezes os moradores tiveram prejuízos com os veículos, e alguns se envolveram em acidentes. Sempre solicitei apoio da Prefeitura de Primavera do Leste, mesmo a região não pertencendo ao município, a maioria dos moradores trabalham e estudam em Primavera do Leste e precisam sim da parceria de nossa cidade, pois sei o quanto o prefeito Nelson Paim tem trabalhado para ajudar o povo e sei também que ele precisa de nosso apoio”. Explica Luis Costa.

Durante a reunião, o prefeito Nelson falou sobre a assistência que tem prestado aos assentamentos e que desde que iniciou a sua gestão sempre se preocupou com as demandas de infraestrutura e regularização fundiária dos assentados. Ainda de acordo com o prefeito, todas as providências jurídicas e técnicas estão sendo tomadas para que o quanto antes o assentamento seja regularizado e com o inicio da regularização poderá ser feito pedido para empresa Energisa quanto a rede de energia no local.

Nos próximos dias será inaugurado o posto saúde e retorno das obras da escola no assentamento, anunciou o prefeito Nelson.


HOME / NOTÍCIAS

Polícia

INTERNAÇÃO: Adolescente que matou Isabele se apresenta em delegacia


A adolescente de 15 anos que atirou em Isabele Ramos, 14, se apresentou na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), na noite desta terça-feira (19). A apresentação ocorre horas após a Justiça ter determinado a internação da adolescente por 3 anos, por causa da morte de Isabele.

 

A menor chegou acompanhada pelo pai, Marcelo Cestari. Na decisão da juíza Cristiane Padim, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude, a adolescente será punida por ato infracional análogo a homicídio doloso.

Segundo a juíza, a adolescente, hoje com 15 anos, atuou com “frieza, hostilidade, desamor e desumanidade”. A juíza também pede a internação omediata da menor, que não deve aguardar a sentença em liberdade.

 

O crime
Isabele Ramos, 14, era melhor amiga e vizinha da filha de Marcelo Cestari. Na noite de 12 de julho de 2020, ela estava no banheiro quando foi atingida por um tiro no rosto, na altura do nariz.

 

A amiga de Isabele alegou que o tiro foi acidental, após a arma ter caído. No entanto, as investigações apontaram que houve intenção de matar, por indícios como a distância da vítima da arma e que as duas meninas estavam dentro do banheiro.

 

Na época da denúncia do Ministério Público, a adolescente chegou a ser internada no Centro Socioeducativo Menina Moça, mas foi conseguiu ser liberada em menos de 24 horas.

GD


HOME / NOTÍCIAS

política

Vereador Luis Costa cobra a Secretaria de Obras e CMTU um planejamento de trabalho para tapa buracos e sinalização em Primavera do Leste


Da Redação

Mesmo em recesso do plenário, o vereador Luis Costa tem trabalhado normalmente atendendo a população e demandas que foram solicitadas em 2020, que continuam neste ano. São indicações e requerimentos de tapa buracos, redutores de velocidade, colocação de placas em vários bairros da cidade. Todas as indicações do ano passado serão reapresentadas este ano pelo legislador, porém a demanda por conta do período chuvoso, principalmente em relação à tapa buracos, aumentou muito.

“Neste início de mês já estive nos bairros Primavera III, Buritis, Poncho Verde, São Cristóvão, região Central, assentamentos, região do Vale Verde, entre outros, e os pedidos continuam sendo de: quebra-molas, placas, tapa buracos, recuperação das ruas, além de outros. As pessoas tem me cobrado muito e eu tenho ido verificar todos os pedidos, e já estou realizando as indicações e requerimentos. O que tem gerado muito transtorno é a falta de atendimento por parte do executivo as solicitações que tenho feito. Quando indico é porque a comunidade me pediu e está precisando da melhoria, não podem simplesmente ignorar meu pedido por causa de politicagem, é preciso atender o povo, pois quando solicito é porque estou vereador eleito pelo nosso povo primaverense”. Destaca Luis Costa.

O legislador esteve no Bairro Buritis solicitando sinalização de quebra molas e placas em uma rotatória que liga várias ruas e avenidas e também a Avenida das Torres, pois o cruzamento é bem confuso e tem causado acidentes. Outro problema que o vereador tem solicitado para a Secretaria de Obras é que se faça a limpeza dos terrenos baldios, seja dos bairros da região do Primavera III, do Poncho Verde, entre outros. Sabe-se que muitos locais tem lixo jogado pela população, e é necessária a conscientização, porém é importante que o poder público mantém a limpeza para evitar doenças e cobre dos proprietários o cercamento destes terrenos.

A demanda do tapa buracos vem crescendo. No site do vereador, www.luiscostamt.com , e em suas redes sociais, é apresentada as dificuldades em que as pessoas passam de motocicletas, carros, bicicletas em várias ruas da cidade, como por exemplo no Bairro São José, como também nos assentamentos que fica ainda pior pois é estrada de chão. O legislador esteve na MT-448, e as condições da estrada estão péssimas, pois não há um canto para onde se olhe que não tenha buracos.

“Quero ressaltar aqui a importância da Secretaria de Obras juntamente com a Coordenação Municipal de Trânsito e Transportes em trabalhar juntas. Pois é preciso fazer um cronograma de planejamento, principalmente neste período chuvoso, que precisamos de mais manutenção e sinalização. Após realizar esse cronograma é importante que tanto o secretário de obras e o coordenador de trânsito atenda os vereadores e trabalhe em parceria, pois os vereadores estão na ponta, estão diretamente com a comunidade e sabe quais são as principais demandas, e diante disso é importante este contato direto para realizar um trabalho eficiente”. Conclui Luis Costa.