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“Quando os vereadores se entendem e não há diferença partidária, quem ganha lá na ponta é o cidadão”. Disse Luis Costa durante Sessão Ordinária


Da Redação

Na Sessão Ordinária desta segunda (02), o vereador Luis Costa (PR), durante seu discurso, chamou atenção de todos ao alertar sobre os efeitos que a política sem aliança, sem conversa e sem entendimento, gera para a população.

“Na semana passada Júlio Campos e Jayme Campos, estiveram em Primavera do Leste, para uma reunião sobre o cenário político. Participei junto com alguns colegas e também o Prefeito Leo, e acompanho o Jayme e o Júlio na política desde criança, e com o tempo fizemos amizade. Essas conversas, reuniões, sobre o andamento da política no estado e no País, é muito importante, seja qual for o partido, porque é desta forma que iremos avançar. E essas alianças servem de exemplo para nós aqui. Quando os vereadores se entendem e não há diferença partidária, quem ganha lá na ponta é o cidadão”. Afirma Luis Costa.

O legislador vem reforçando em seu discurso, a importância do entrosamento político, porque para desenvolver políticas públicas que garantam dignidade ao cidadão, é necessária a união de todos. “Para que serve a política, se não é para ajudar o cidadão, trabalhar em prol da comunidade, ajudar quem precisa de uma ficha para uma consulta em ESF, ajudar quem precisa de um remédio, quem precisa de escola especializada para o atendimento a crianças com autismo, entre tantas outras demandas”. Indaga o vereador.

Luis Costa enfatiza que a política é para ouvir a comunidade com suas demandas  e assim resolver problemas sociais, de saúde,  e de infraestrutura. “Jamais podemos impedir o cidadão de ser um candidato e querer melhorar a sociedade por meio da política. Aqui em Primavera já começou as articulações para saber quem é candidato ao Governo a deputado e junto com as especulações começa as perseguições, e eu digo aos meus colegas, quantas coisas tem acontecido nos últimos dias? Estamos vendo nossos inimigos incitar, fazer intrigas, discórdia entre Câmara e Prefeitura. Por isso digo, é preciso estar atentos, e construirmos assim, uma política honesta, que lute pelo povo trabalhador”. Ressalta Luis Costa

O vereador disse que foi questionado pelo cidadão Eliseu, antes da sessão, por mensagem, com a seguinte pergunta: Porque a demora no atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)? Então o vereador explicou que a UPA só durante o dia de ontem, das 6h até as 18h, foram atendidas 220 pessoas. “Muitas pessoas com problemas simples de saúde, pode procurar o postinho mais perto de casa para se consultar. Alguns casos que chegam à UPA poderiam ser resolvidos nos postinhos e com isso diminuir a fila, mas mesmo com tanta demanda parabéns aos profissionais da Unidade, que tem trabalhado de forma humanitária e rápida”.

Para encerrar Luis Costa convida a todos para uma reunião política do Partido da República (PR), com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em que o senador Wellington Fagundes (PR) irá lançar sua pré-candidatura ao governo do estado de Mato Grosso.


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília