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Prefeito recebe pastores e discutem projetos sociais


Léo Bortolin recebeu no inicio desta semana, 10, em seu gabinete, pastores de várias Igrejas sediadas no município para discutirem projetos sociais desenvolvidos em áreas distintas, mas que vão ao encontro das necessidades das famílias que enfrentam problemas financeiros, emocionais, jurídicos, enfim famílias desestruturadas que precisam de apoio do Poder Público.

O prefeito reconhece que a Prefeitura não tem condições de atender essa demanda sem o apoio de instituições filantrópicas, clubes de serviços e das Igrejas, “essa parceria é indispensável para o sucesso desses projetos que tem um alcance social grandioso e resultados práticos”. Léo entende que a dedicação voluntária tem um valor imensurável que nenhuma gestão consegue atingir sem essas pessoas dedicadas, que “olham o ser humano com respeito e carinho”.

O pastor Gessé Bernardes, da Igreja Batista e Carlos Pardal, da Presbiteriana Independente falaram do projeto da ONG 2ª Chance que desenvolve o projeto de ressocialização com reeducando em liberdade condicional. Segundo o Pastor Gessé, cerca de 100 pessoas inscritas, mas apenas 30 estão, de fato, inseridos nesse modelo de atendimento-“as reuniões acontecem às segundas e terças feiras numa sala cedida pela Prefeitura, oportunidade em que são feitas palestras motivacionais, apontamos a possibilidade de nova chance, enfim mostramos muitos benefícios positivos para vida de cada um”.

O pastor Carlos Pardal falou do engajamento dos reeducandos que se dispuseram escrever e encenar uma peça teatral no final do ano passado. Esse projeto tem o apoio da Defensoria Pública, Prefeitura e de alguns empresários que disponibilizam cestas básicas, “porque sabem que as famílias que enfrentam esse tipo de problemas ficam desestruturadas emocional e financeiramente”.

Estiveram presentes ao encontro os vereadores Araujo, Kia Juriti, Luiz Costa, Carmem Betti e Iva Viana. O vereador Araujo parabenizou a iniciativa do prefeito em receber os segmentos organizados da sociedade

para discutir problemas que juntos – Prefeitura e a sociedade civil – podem solucionar. Participaram do evento pastores das Igrejas Assembléia de Deus Missão; Presbiteriana e Batista Getsêmani.

Fonte: Da Assessoria


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília