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Polícia Civil prende mulher e comparsas dos assassinatos do marido e amante


A Polícia Judiciária Civil cumpriu mandado de prisão contra uma mulher acusada de mandar assassinar o marido e o amante, em Sinop (500 km ao Norte). A suspeita, Cleia Rosa dos Santos Bueno, 34, José Graciliano dos Santos, 30, e Adriano dos Santos, 20, foram presos neste sábado (24.03), por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf),  com apoio da Divisão de Homicídios, Núcleo de Inteligência e policiais do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra). As investigações apontam que os dois homens foram contratados pela mulher para matar Adriano Gino, de 29 anos, que seria o amante da suspeita. Os presos confessaram o homicídio, dizendo que mataram a vítima com golpes de enxada, depois colocaram no carro e depositaram na área onde foi encontrado, uma estrada na zona rural. Para o crime a mulher ofereceu um veículo Prisma, que foi apreendido pelos policiais. No local indicado pelos suspeitos, os policiais encontraram o corpo de Adriano Gino, enterrado em uma cova rasa. A motocicleta da vítima foi encontrada totalmente queimada e também estava enterrada. A vítima estava desaparecida desde o dia 15 de dezembro de 2017. A mãe dele  registrou boletim, no dia 23 de dezembro, informando que o filho havia saído para trabalhar e não retornado mais para casa. O celular dele tinha sido  desativado e conta no whatsapp apagada. Os mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1º Vara Criminal de Sinop, foram cumpridos em endereços nos bairros Jardim Primavera e Jardim Florença, locais onde também foram realizadas buscas e apreensão, sendo apreendidos celulares, um revólver calibre 32, R$ 1822, 00, em espécie, e um tablet. O marido da mulher, Jandirlei Alves Bueno, morreu aos 39 anos, em circunstâncias que levantaram suspeita da família. No dia 14 de outubro de 2016 ele teria sofrido um assalto e teve duas perfurações de faca na região do abdômen, quando deu entrada no Hospital Regional de Sinop. Depois de ficar na Unidade de Terapia Intensiva por quase dois meses, morreu no dia 12 de dezembro de 2016. Na ocasião do roubo à residência,   a esposa Cleia Rosa dos Santos Bueno, em suposto estado de choque, alegou não saber informar as características dos suspeitos e como teria ocorrido o roubo na casa. Ela apenas relatou que um dos suspeitos havia tentado enforcá-la. Segundo as investigações, conduzidas pelo delegado, Ugo Ângelo Reck de  Mendonça, a suspeita Cléia armou com o amante para assassinar o marido, simulando um latrocínio, visto que ela desejava se separar de Jandirlei. Em fevereiro de 2016, a mulher registrou boletim de ocorrência, noticiando difamação por conta do companheiro. Ela narrou que, ao pedir a separação, o marido perguntou se ela teria outro e acabou dizendo que sim, “porque ele deu espaço”, mas que não tinha nenhum outro homem. Nisso que respondeu, o marido “surtou” e proferiu diversos xingamentos e ameaças, chegando a pegar uma faca. Conforme o delegado, a família do marido desconfiava, mas a Polícia Civil somente conseguiu confirmar as suspeitas, após descobrir o amante da mulher e também que ele estava morto. “Os dois crimes foram motivados por brigas fúteis entre amante e marido. Em relação a morte do marido, ela se mostrou um pouco arrependia. Já o outro crime disse que faria novamente”, informou o delegado. A mulher alegou ainda que após o amante passar a morar com ela, o comportamento dele teria mudado e passou a ameaçá-la de morte caso o deixasse, assim como teria nas ameaças falado que iria matar seus filhos e sua mãe. Os três vão responder por homicídio qualificado, destruição, subtração e ocultação de cadáver. José Graciliano dos Santos foi ainda autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo, por ter sido encontrado em sua casa um revólver calibre 32. Fonte: Polícia Civil MT


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília