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Pesquisa da UFMT estuda nova vacina contra dengue e mobiliza 800 voluntários


Cerca de 800 voluntários já foram imunizados contra a dengue, em Cuiabá, através da vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Hospital Universitário Júlio Müller, vinculado à UFMT. O trabalho, que começou há pouco mais de um ano, agora procura voluntários de 2 a 17 anos para que se encerrem as imunizações na Capital no próximo mês de março.

Os estudos, coordenados pelo Instituto Butantan, estão na fase de ensaio clínico nível 3 e tiveram início em outubro do ano passado. Cuiabá é um dos 17 centros no Brasil que também estão coletando dados sobre a vacina junto aos voluntários. A missão para Mato Grosso é vacinar 1,2 mil pessoas, ou seja, ainda há 400 vagas para voluntários.

“Aqui em Cuiabá a maioria esmagadora dos voluntários está satisfeita e entende que a intenção do projeto é salvar vidas, fazendo com que a dengue pare de ser um problema de saúde. Sabendo disso, eles têm respeitado os procedimentos e retornado às consultas”, pontua ao  o infectologista Thiago Rodrigues, subinvestigador do projeto.

O pesquisador afirma que a fase de inclusão de adultos já está encerrada e que no momento o trabalho está aguardando a inclusão de crianças e adolescentes. Nessa faixa etária, para receber a dosagem da vacina o menor de idade precisa de autorização do pai e da mãe.

Thiago comenta que a vacina não impõe nenhum tipo de restrição ao voluntário. A única coisa que os médicos pedem ao paciente é comunicar todos os medicamentos que estão sendo tomados e que a pessoa não se vacine nos 28 dias após a imunização contra a dengue. O fato serve para não atrapalhar a interpretação em relação ao estudo.

Ele pontua que o voluntário recebe a imunização que pretende protegê-lo pelo resto da vida. A pessoa imunizada será acompanhada pela equipe médica por 5 anos e deverá retornar em 10 consultas.

“Esses retornos servem para a gente ter o feeling pessoal, para saber se a vacina está funcionando no voluntário ou não. Todos os dados são sigilosos e nós enviamos diretamente para o Instituto Butantan, até por isso não temos nenhuma avaliação prévia”, explica.

Ao todo, o laboratório que realiza o trabalho em Cuiabá conta 18 pessoas, sendo médicos (2), agentes de saúde (4), secretárias (2), técnicas de enfermagem (2), enfermeiros (2), farmacêuticos (2), técnicos em laboratórios (2) e o coordenador geral, o médico pesquisador Cor Jesus.

Vacina

A iniciativa visa combater que os brasileiros sejam infectados pelo vírus da dengue, causador da morte de 794 pessoas no país no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença é considerada endêmica – quando acontece com muita frequência em uma região – em mais de 120 países do mundo.

Gilberto Leite

m�dico Thiago Rodrigues Dengue

  Infectologista Thiago Rodrigues destaca o compromisso dos voluntários cuiabanos

Por causa da situação do contágio, Thiago defende que as pesquisas são de suma importância para salvar vidas. Apesar disso, ainda em 2017 os pesquisadores ainda lutam contra correntes antivacina, muito famosas em países como os Estados Unidos.

A atriz Jenny MacCarthy, ex-esposa do comediante Jim Carrey, por exemplo, chegou a encabeçar grandes campanhas contra a vacinação após um estudo fraudado sugerir uma correlação entre a imunização em crianças e o surgimento do autismo.

“Essa onde também existe no Brasil. Mas a grande verdade sobre as vacinas é que elas estão entre as três principais invenções da medicina. O fato científico é que se não fosse pelo advento delas a geração dos nossos pais não teria sobrevivido”, defende o pesquisador.

Especificamente em Cuiabá, Thiago revela que muitas pessoas chegam ao laboratório bastante “desconfiadas” sobre os procedimentos. Apesar disso, ele diz que após uma conversa com os profissionais essas pessoas entendem e até começam a ser orgulhar de fazer parte do trabalho. Como é o caso do próprio pesquisador.

“É gratificante saber que milhões de vidas poderão ser salvas futuramente a partir de um trabalho que a gente participou. O alcance de bons resultados dessa pesquisa tem dimensões globais. Então no meu caso essa é uma satisfação pessoal e profissional enorme, que não tem preço”, finaliza.

Fonte: RDNews/Carlos Palmeira


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política

Rosa Weber toma posse na presidência do TSE


A ministra Rosa Weber toma posse hoje (14), às 20h, no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão solene no plenário da Corte. A solenidade será transmitida ao vivo pela TV Justiça e pelo canal do TSE no YouTube.

Rosa Weber será a segunda mulher a presidir o TSE em mais de 70 anos de criação do tribunal. A primeira foi Cármen Lúcia, em 2012. O primeiro desafio da ministra será a organização das eleições de outubro, que serão realizadas no dia 7.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, durante a segunda e última audiência pública sobre descriminalização do aborto.
A ministra do STF Rosa Weber (Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil)

Rosa Weber, que é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), já ocupa a vice-presidência do tribunal e vai suceder a Luiz Fux, que concluiu período máximo de dois anos no cargo. O mandato irá até agosto de 2020.

Na mesma sessão, serão empossados os ministros Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF),  e Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça. Barroso assume como vice-presidente do TSE e Mussi será corregedor-geral da Justiça Eleitoral.

O TSE é formado por sete ministros, dos quais três são do STF, sendo um o presidente da Corte. Dois ministros são do STJ, um dos quais é o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e dois juristas que representam os advogados e são nomeados pelo presidente da República.

Nas eleições de outubro, caberá ao tribunal, além de organizar o pleito, deferir os registros de candidatura de candidatos à Presidência da República e todos os recursos que os envolvem.

Histórico

A ministra nasceu em Porto Alegre e fez carreira como magistrada da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul. Antes de ser nomeada para o STF em 2011, Rosa ocupava o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi juíza do Trabalho no período de 1981 a 1991, integrou o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) de 1991 a 2006. Rosa Weber assumiu a presidência do TRT da 4ª Região de 2001 a 2003.

Fonte: Agência Brasil