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Mauro critica fechamento precoce e espera que prefeitos não estejam ‘pensando na reeleição’


Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que as medidas de isolamento social têm que partir dos gestores municipais. Em Mato Grosso, no começo da pandemia, em 20 de março, o governador Mauro Mendes (DEM) editou um decreto orientativo, deixando claro que a responsabilidade com a saúde pública e economia dos municípios também era do prefeitos. Em entrevista exclusiva ao site Olhar Direto, no entanto, o democrata criticou cidades que fizeram fechamento ‘precoce’.

Essa não é a primeira manifestação do governador nesse sentido. Ele, inclusive, já criticou duramente o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por ter fechado tudo em Cuiabá quando se tinha um caso e posteriormente ter relaxado as medidas quando o vírus chegou com força na capital.

“Lamentavelmente alguns prefeitos têm mostrado dificuldade em compreender isso. Assim como lamentavelmente lá trás, quando começou os casos de coronavírus em Mato Grosso, alguns poucos prefeitos equivocadamente decretaram o fechamento do comércio. Eu dizia naquela época que estava errado. Se com um caso nós vamos fechar o comércio, o que faremos daqui um mês, dois meses? E foi isso que aconteceu”, disse o governador.

Segundo o raciocínio de Mendes, a atuação dos prefeitos estressou a população. “Eu não tinha e não tenho bola de cristal, mas eu tenho a simples capacidade de entender e pensar logicamente e lamentavelmente alguns prefeitos não fizeram isso, e ai estressou a população, causou um desarranjo na vida das pessoas. Quando aplicaram não se deveria aplicar”, completou Mendes.

Em meio a tudo isso, o presidente Jair Bolsonaro chegou a usar seu discurso para criticar os prefeitos que não estavam fazendo o uso correto do dinheiro enviado pela a União, para que os municípios fizessem o trabalho essencial de atenção básica na saúde. Bolsonaro disse na época que esperava que certas atitudes, segundo ele, antieconômicas, não estivessem acontecendo devido o ano de 2020 ser um ano eleitoral.

Aqui em Mato Grosso, Mauro Mendes segue o mesmo rito do discurso. “Eu espero que não tenha nada a ver com a política, mas tem muitos que pensam mais na eleição que na população. Eu tenho agido sempre pensando em entregar resultado do que ficar fazendo política eleitoral”, concluiu o governador.

Em um estudo rápido pela Secretaria de Fazenda, é possível encontrar que devido a pandemia, fechamento de empresas foram eminentes, o desemprego cresceu 16% e durante os quatro meses de Covid-19, o estado deixou de arrecadas mais de R$ 300 milhões.

Olhar Direto 


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Vereador Luis Costa irá recorrer contra decisão da sentença de cassação de seu mandato


Da Redação

Após decisão da juíza, Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, da 40º zona eleitoral, de cassar o diploma e o mandato eleitoral de vereador do Município de Primavera do Leste, Luis Pereira Costa afirma que irá recorrer contra a decisão da sentença.

Segundo o vereador, o processo se deu por conta da sua atuação em denúncias de possíveis esquemas de corrupção praticados pela gestão atual. Em uma de suas denúncias, Luis Costa aponta ao Ministério Público o envolvimento do então vereador Elton Baraldi (MDB), em que, as empresas de sua família, são favorecidas nos processos de licitações da Prefeitura de Primavera do Leste para a prestação de serviços de transportes. Fato que comprovou-se em uma ação do próprio MP, na época com busca e apreensão no gabinete, residência e nas empresas do próprio Elton Baraldi.

“Eu comecei a fiscalizar e denunciar e isso provocou o grupo político da atual gestão e como forma de me calar, eles disseram que eu estava abusando do poder econômico e fazendo Fake News. É uma situação muito difícil para mim pois estou lutando contra um sistema. Pois a própria juíza que sentenciou o meu processo é amiga do prefeito”. Explica Luis Costa.

Além deste processo um outro já havia sido julgado, também por parte do vereador Elton Baraldi contra o vereador Luis Costa, e neste anterior a juíza Patrícia Cristiane Moreira, julgou favorável ao vereador Luis Costa pois avaliou improcedente a denúncia.

“Os processos tem o mesmo princípio, tanto o primeiro como o segundo e porque agora com a juíza Lidiane a situação foi favorável? Irei recorrer pois é um direito meu e também vou denunciar esse aparelhamento entre os poderes ao Conselho Nacional de Justiça, pois os poderes, legislativo, executivo e judiciário precisam trabalhar de forma independente. Eu continuo o meu mandato e também irei recorrer, até ter um outro retorno da justiça estadual e federal”. Finaliza Luis Costa.