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Mato Grosso registra 14.973 casos de dengue e seis mortes em três meses


Andressa Monalisa morreu vítima de dengue.

Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que Mato Grosso registrou seis mortes por dengue neste ano. A confirmação se deu por meio de critério laboratorial. Os dados foram colhidos entre o dia 29 de dezembro de 2019 e o dia 21 de março de 2020.

A estudante de fisioterapia Andressa Monalisa de Oliveira, de 24 anos, foi uma das vítimas da dengue. Ela morreu em Lucas do Rio Verde (a 360 quilômetros de Cuiabá), no dia 11 de março. A confirmação ocorreu no dia 21. A estudante estava sendo acompanhada pelos médicos do hospital, mas o quadro dela se agravou e ela não resistiu.

Ainda conforme Boletim Epidemiológico, foram 14.973 registros de dengue, 311 de chikungunya e 135 de zica vírus. No país foram registradas somente três óbitos por chikungunya, sendo um deles em Mato Grosso, cuja vítima se encaixa na faixa etária de 20 a 29 anos. Os outros dois foram na Bahia (faixa etária: 50 a 59 anos) e Rio de Janeiro (faixa etária: menor de 1 ano). Não houve mortes por zica vírus.

Já sobre casos de febre amarela, o estado fez quatro notificações ao Ministério da Saúde, sendo que duas foram descartadas e duas continuam sob investigação. Durante o monitoramento 2019/2020, foram notificados 683 casos em humanos suspeitos, de todas as regiões do país, dos quais 96 permanecem em investigação.

Nesse contexto, conforme o Ministério da Saúde, os meios de comunicação desempenham papel fundamental na divulgação de alertas e das recomendações à população, favorecendo a adesão às medidas de prevenção.

Assistência

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) devem ser a principal porta de entrada, ou seja, o primeiro local que as pessoas suspeitas de dengue, chikungunya ou zika vírus devem procurar para garantir o acesso em tempo oportuno ao diagnóstico, à classificação de risco e ao tratamento, caso necessário.

Assim, a Atenção Primaria à Saúde (APS), especificamente, deve estar preparada para o acolhimento e atendimento dos casos agudos, mesmo fora de situações de epidemia. A APS deve, ainda, mapear as vulnerabilidades e a gestão dos riscos, a partir do uso de ferramentas de reconhecimento e organização do território, além de intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, incluindo visitas aos domicílios e atos de eliminação de focos de larvas com ações de mobilização da população.

Olhar Direto.


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Região

Risco de pegar covid-19 em Primavera é 45% maior que em Cuiabá


Apesar do maior número de casos, o risco de pegar covid-19 em Primavera do Leste (231 km ao Sul da Capital) e 45% maior que em Cuiabá. O GD analisou os dados do boletim de 1º de junho, comparando os casos confirmados nos 15 maiores municípios de Mato Grosso.

Fazem parte dessa análise Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças, Primavera do Leste, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nova Mutum, Campo Verde e Juína.

Enquanto na Capital ocorre um caso a cada 770,4 habitantes, em Primavera do Leste acontece um caso a cada 530 moradores. Para se ter uma ideia, Primavera do Leste é o 10º maior município do estado, com uma população de 62.019 moradores, seguindo estimativa do IBGE para 2019.

Em terceiro lugar no ranking de maior taxa de incidência do novo coronavírus está Barra do Garças (509 km a leste), com um diagnóstico positivo para cada 774,7 habitantes. A cidade é a nona mais populosa do estado, com 56.560 moradores.

Logo em seguida vem Lucas do Rio Verde (354 km ao norte), com um caso a cada 862,2 habitantes. O município é o oitavo com maior população em Mato Grosso, que segundo o IBGE é de 65.534 moradores.

Sem contar as mortes ocorridas por covid-19, apenas na comparação da chance de se pegar a doença, o risco de transmissão do novo coronavírus é muito maior em Primavera do Leste, Barra do Garças, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra (1 a cada 918,1 habitantes) do que em Várzea Grande, que está na região metropolitana e tem um caso a cada 1.108 moradores.

Em Mato Grosso, a taxa de incidência da covid-19 era de um caso a cada 1.321 habitantes. No primeiro de dia de junho havia 2.636 diagnósticos positivos, para uma população de 3,4 milhões de habitantes.

Fonte: Gazeta Digital