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Polícia

Mais de 400 presos por integrar organizações criminosas de roubos de veículos


Em média, um suspeito foi preso por dia, em ações investigativas e operacionais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, no ano de 2017. Foram efetuadas 409 prisões de criminosos (226 em flagrante e 183 por mandados) envolvidos em roubos, latrocínios, associação criminosa, furtos, receptação, adulteração, falsificação de documentos, entre outros delitos ligados a veículos e cargas. São 114 presos a mais, em relação a 2016, quando foram presos 295 envolvidos nas modalidades delituosas.

Na Delegacia Especializada, cerca de 800 inquéritos policiais foram encaminhados à Justiça com indiciamento de mais 2 mil investigados. Entre os casos, estão quatro latrocínios esclarecidos, com os autores devidamente presos. Também foram concluídos 61 termos circunstanciados de ocorrências, de crimes de menor potencial ofensivo, e apreendidos 220 quilos de drogas, 41 armas de fogo, 261 munições e 384 veículos, recuperados nas ações da unidade.

O delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da Especializada, comentou os dados. “Foi um ano bastante produtivo para a Polícia Civil e para a Delegacia. Esse número é considerado alto, fruto de um trabalho investigativo que resultou em  diversas operações policiais deflagradas”, disse.

Mesmo com flagrantes diários, a Delegacia não deixou de conduzir investigações que levaram a deflagração de operações, para desarticular organizações criminosas responsáveis por roubos e furtos de veículos e crimes subsequentes na região metropolitana, como o sequestro da empresária Milene Falcão Eubank, no dia 17 de novembro. A operação Ares Vermelho, em 17 de agosto, que desmontou uma rede criminosa que roubou mais de 400 veículos em apenas três meses. A investigação resultou no cumprimento de 126 mandados judiciais, entre prisões, buscas e conduções coercitivas.

“Tiramos de circulação uma organização criminosa, que vinha praticando diversos roubos de veículos na região metropolitana, veículos estes que eram trocados por entorpecentes, drogas, armas e munições”, destacou. “Além desse trabalho das organizações voltadas a roubos de veículos, também conseguimos apreender grandes quantidades de drogas, porque esses veículos eram trocados por entorpecentes. Apreendemos também um fuzil, fruto desse trabalho”, declarou.

O grupo era liderado por quatro detentos da Penitenciária Central do Estado, que cooptavam jovens para prática reiterada de crimes patrimoniais majorados de roubos de veículos, que eram descaracterizados com a substituição, geralmente, de placas, e falsificação de documentos, para venda no mercado interno. Mais de 70 pessoas atuavam junto à organização, das quais 51 foram presas na operação. Sessenta e um integrantes foram indiciados.

Combate a Receptação

Operações de combate a receptação de peças de veículos roubados e desmanchados foram foco da fiscalização em 125 estabelecimentos comerciais, dos quais 17 pontos, considerados desmanches, foram fechados e 4 tiveram ordem judicial para manterem as portas fechadas por tempo indeterminado.

Capacitação e ferramentas

No enfrentamento as principais organizações criminosas que roubam e furtam veículos como moeda de troca por drogas, armas e munições, principalmente, no Paraguai e Bolívia; que comercializam veículos clonados no mercado interno e aquelas que focam no desmanche de automóveis e motocicletas, porque encontraram mercado fértil na receptação de peças usadas, a Polícia Civil buscou a capacitação dos servidores da DERRFVA e adquiriu ferramentas para otimizar os trabalhos da unidade, como drones, armamentos e veículos.

“Já estamos elaborando um planejamento operacional para o ano que vem, visando combater todas as modalidades criminosas de forma mais intensa”, afirmou.

O treinamento de servidores foi direcionado à atividade fim da unidade policial. Os policiais participaram de cursos para agilizar investigações de roubo de cargas, falsificação de documentos e identificação veicular. Na gestão, a  Delegacia está 100% utilizando o Sistema Geia, dando mais celeridade as atividades cartorárias, administrativa e investigativa.

“Não podemos parar de capacitar os policiais. Infelizmente, as facções criminosas vêm avançando na forma de atuação,  agindo cada vez mais com meios tecnológicos, sempre querendo estar à frente das instituições de segurança. Não podemos ficar atrás. Temos que estar sempre à frente dos criminosos com capacitação e investimentos na parte da inteligência”, afirmou Bruzulato.

Atendimento eletrônico e prensa de veículos

O atendimento ao cidadão e as vítimas, ganhou senhas eletrônicas, dando mais controle ao fluxo de pessoas que aguardam na unidade. “Melhoramos o atendimento a vítima, ficando uma equipe para o atendimento imediato das ocorrências e outra para servir às vítimas, bem como ao público em geral. Demos também mais celeridade nas entregas de veículos e atendimento imediato para dúvidas frequentes, agilidade com o atendimento eletrônico, reduzindo o tempo de espera na unidade, tem o seu funcionamento 24 horas”, explicou o delegado.

Com autorização da Justiça, numa parceria com Departamento Estadual de Trânsito (Detran), foram prensados 35 veículos inservíveis que estavam há anos no pátio da Delegacia. “Foi um  avanço muito grande a prensa desses veículos apreendidos. Para 2018, vamos dar continuidade ao trabalho, tanto no operacional quanto na gestão. O objetivo é melhorar as condições de trabalhos dos policiais, com a reforma das instalações da Delegacia, melhorias no pátio com instalação de câmeras de segurança”, avaliou o delegado.

Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília