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“Empresários são verdadeiros idiotas e só pensam em dinheiro” diz Deputado Federal Carlos Bezerra


O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) defendeu que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) feche o cerco contra a sonegação de impostos no setor do agronegócio de Mato Grosso.

Segundo ele, muitos empresários do Estado simulam exportações de commodities para se enquadrar na Lei Kandir e não recolher ICMS para o Estado.

Bezerra disse que, por conta dessa prática, Mato Grosso perde cerca de R$ 6 bilhões ao ano. Ele ainda chegou a classificar os sonegadores como “idiotas”.

“Eles só pensam neles mesmo. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado. O que vai fazer não é cobrar imposto, é evitar a sonegação, que é o que ocorre hoje. O empresário vai pagar imposto sobre 50% da produção. Ele paga e depois de 6 meses, se comprovar que exportou o produto, recebe o dinheiro de volta. Agora, se não comprovar, aí o dinheiro fica com o Estado. É isso que deve ser feito”, defendeu o deputado.

“Foi o que fizeram em Mato Grosso do Sul. Aqui não querem. São verdadeiros idiotas, só pensam no dinheiro. Não pensam no interesse público. Não pensam que têm que ajudar o Estado a resolver seus problemas. Eles só pensam neles mesmos. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado”, disparou Bezerra.

As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (29).

Na ocasião, o emedebista disse que já chegou a tratar do assunto com Mauro Mendes.

Segundo o parlamentar, o próximo governador está analisando o assunto. Bezerra sugeriu ainda que Mendes já estaria sendo pressionado por alguns “barões do agro” para não tomar qualquer medida neste sentido.

“Aqui tem gente que nunca pagou um tostão de imposto, um absurdo. E continuam não pagando e querem continuar não pagando. Mas essa é a solução para Mato Grosso, já falei para o governador Mauro Mendes. Ele teria R$ 24 bilhões nos quatro anos de governo dele”, disse.

“Ele está estudando o assunto. Logicamente que ele deve estar sendo pressionado pelos tubarões. Mas as cercanias todas do governo são favoráveis. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, é favorável, o vice-governador Otaviano Pivetta é favorável. A maioria no entorno do Governo”, concluiu o deputado.

Fonte: Mídia News


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Neri Geller, deputado federal eleito, deixa a prisão depois de HC concedido pelo STJ


Neri Geller (PP) solto na segunda-feira (12) — Foto: TVCA/Reprodução

Neri Geller (PP) solto na segunda-feira (12) — Foto: TVCA/Reprodução

O deputado eleito, Neri Geller (PP) foi solto no início da noite desta segunda-feira (12), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do e ex-ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento no domingo (11). Geller estava preso desde a última sexta-feira (9), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

Ao ser solto, o ex-ministro concedeu entrevista à equipe de reportagem da TV Centro América. Ele negou as acusões e disse que não é indiciado, apenas teve o nome citado em uma delação.

“Não fui chamado para depor em nenhum momento das investigações e vou me inteirar das acusações e depois vou manifestar junto à imprensa”, disse.

O deputado eleito disse ainda que algumas pessoas que estão sendo acusadas de corrupção foram desafetos políticos dele durante o tempo em que foi ministro.

As investigações foram baseadas na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB. Foram presos na ação Antônio Andrade (também ex-ministro da Agricultura), Rodrigo Figueiredo (ex-secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, que já conseguiu liberdade), o empresário Joesley Batista e mais 13.

Ex-ministro diz que nunca foi chamado para depor — Foto: TVCA/Reprodução

Ex-ministro diz que nunca foi chamado para depor — Foto: TVCA/Reprodução

A prisão

O ex-ministro foi preso durante a Operação Capitu, por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura entre 2013 e 2014 e é um desdobramento da Lava Jato.

Neri Geller estava hospedado em um hotel de Rondonópolis porque participaria de um evento agropecuário. Por volta de 6h, três agentes da Polícia Federal (PF) chegaram ao local em carro descaracterizado e o levaram em cumprimento a um mandado de prisão temporária.

Após a prisão, Geller foi levado para a delegacia da PF e, posteriormente, encaminhado para a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande, por não ter nível superior.

Fonte: G1 Mato Grosso