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Desembargadora Marilia Castro Neves faz comentário repugnante sobre professora com Síndrome de Down


A magistrada desdenha de professores com síndrome de Down e questiona o que eles podem ensinar a alguém.

“Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”, escreveu a desembargadora.

Débora Seabra, 36, primeira professora com síndrome de Down do Brasil escreveu uma carta em resposta à juíza que é uma verdadeira lição de tolerância e amor contra o ódio. Leia:

“Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças em uma escola de Natal (RN). Trabalho à tarde todos os dias com minha equipe que tem uma professora titular. Eu ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais. Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto histórias para as crianças e mais um monte de coisas. O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso“, escreveu Débora.

Segundo apurou o site DCM, o grupo ‘Magistratura Free’ registra 2.798 membros, entre juízes na ativa e aposentados em todo o Brasil e também no exterior.

Na descrição do grupo, um aviso: “Se não é juiz, não peça sua inscrição, pois não será aceita. Favor não insistir. Grato”.

Repercussão

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down publicou uma carta de repúdio “à demonstração de preconceito manifestado por uma autoridade pública, a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em relação às pessoas com síndrome de Down”.

Na carta, a associação ressalta a luta empreendida pela sociedade e pelo estado brasileiro pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência e critica a postura da magistrada.

“A FBASD considera que a mensagem carregada de preconceito, ofende, definitivamente, os ditames impostos aos juízes por seu Código de Ética. Textos dessa natureza claramente denigrem a magistratura e, assim, devem ser rigorosamente apurados pelos órgãos competentes, tais quais a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Nacional de Justiça.”

Nas redes sociais, internautas também repudiaram a desembargadora. “A pessoa que se diz ser “desembargadora” sabe o que essa professora pode ensinar para alguém? Amor! Coisa que você não sabe o que é. Eu tenho 2 pessoas com síndrome de down em casa e te falo: são mais humanos que você”, escreveu uma usuária.

“Que falta de respeito. Imagino o que essa desembargadora deve ter falado sobre Stephen Hawking: quem esse inválido entravado numa cadeira de rodas pensa que é?”, publicou outro.

Fonte: G1


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esporte

Equipes de Primavera participam de Copa Internacional


Quatro equipes da Escola de Futebol Geração de Craques – de Primavera do Leste disputam nesta semana a 4ª Copa Internacional de Futebol Infantil. O evento que ocorre em Itumbiara – GO, reúne mais de 3.000 atletas de 11 estados e 3 países.

Os atletas primaverenses que são comandados por Fernando Villa Nova, das
categorias 2003, 2005, 2007 e 2009, vem se destacando na disputa com chances de vencer a copa, que termina no dia 21 de julho. O destaque da delegação primaverense está para a equipe 2009, que venceu os donos da casa com placar de 13×2, em partida realizada na segunda-feira (16).

Os atletas da categoria 2003 também venceram a competição. Já as equipes de 2005 e 2007 perderam as partidas, porém ainda se mantém na competição. De acordo com o técnico do time e treinador da Escola de Futebol Geração de Craques, Fernando Villa Nova, a importância de participar da competição vai além da vitória.

“É através destas competições que temos a oportunidade de mostrar nossos atletas, nesta Copa, há nove observadores de clubes do Brasil. E nossa expectativa é que algum de nossos atletas se destaque e seja chamado para avaliação em algum
clube brasileiro”, destacou Villa.

Fonte: Jaqueline Hatamoto/ Clique F5