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Confira as dicas do Procon Estadual para compra de chocolates e pescados


Com a proximidade da semana santa e da Páscoa, o Procon Estadual, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), alerta os consumidores sobre cuidados que devem ser tomados com as compras de chocolates e pescados.

A primeira delas diz respeito à quantidade de cacau presente nos chocolates. De acordo com a Resolução no 264/2005, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para ser chamado de chocolate, o produto deve conter, no mínimo, 25% de “sólidos totais de cacau”, obtidos a partir da mistura de derivados de cacau, massa, cacau em pó ou manteiga de cacau com outros ingredientes. Já o chocolate branco é o produto obtido a partir da mistura de manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 20% de sólidos totais de manteiga de cacau.

Confira, abaixo, outras dicas do Procon-MT:

1) Planejamento e pesquisa de preço: Antes de ir às compras, faça uma lista das pessoas que quer presentear e do que pretende comprar. Seja realista com relação ao valor que pode gastar, para não comprometer seu orçamento. Faça sempre uma pesquisa antecipada de preços, pois eles podem variar bastante de uma loja para outra. Guarde as informações divulgadas em anúncios, panfletos ou em qualquer material publicitário. Lembre-se de que o fornecedor deve sempre cumprir as ofertas anunciadas;

2) Consumo consciente: Caso deseje presentar toda a família, procure ser consciente e buque alternativas mais econômicas. Considere, por exemplo, trocar ovos de Páscoa de marcas famosas por barras de chocolate ou por ovos caseiros. Não se esqueça de comparar os preços e a quantidade de produto.

3) Brinquedos: Quando houver brinquedo acompanhando o chocolate, é essencial conferir o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a identificação da idade apropriada.

4) Ovos artesanais e importados: Os ovos artesanais devem obedecer as mesmas regras de comercialização dos industrializados. Já os importados são obrigados a apresentar as informações em língua portuguesa, como identificação do fabricante e importador, país de origem, prazo de validade, composição, volume/quantidade, registro no órgão competente;

5) Armazenamento: Durante as compras, observe atentamente o local em que os chocolates e os pescados estão armazenados e verifique a limpeza do estabelecimento. Os ovos de chocolate têm de estar longe de itens com cheiro forte e produtos de limpeza. Também não devem ficar expostos ao sol;

6) Embalagem: Leia com atenção as informações contidas na embalagem. Os dados devem estar em língua portuguesa e serem claros e precisos, com as especificações corretas quanto ao peso, data de validade, composição e restrições de consumo. Não se esqueça de verificar se as embalagens não estão rasgadas ou furadas, pois o dano pode contaminar o produto;

7) Pescados: Observe a aparência do produto. Peixes frescos têm olhos brilhantes e cheios, aspecto firme, guelras vermelhas, escamas firmes e odor característico. Evite pescados com cheiro muito forte, abdômen flácido, olhos murchos e sem brilho e guelras pálidas.

8) Pesagem: Seja em feiras ou mercados, sempre acompanhe a pesagem do peixe fresco. Ela deve ser feita na presença do consumidor, assim como a embalagem do produto. Caso queira que o peixe seja embalado com gelo – para que fique protegido e preservado durante o trajeto para sua casa – fique atento para que ele não seja pesado junto com o produto. Quem compra deve pagar pelo peixe, não pelo gelo.

9) Pescados embalados: Quando vendido embalado, os pescados devem apresentar no rótulo, além de informações como data de validade e país de origem, o selo de inspeção federal e outras informações obrigatórias. Verifique, ainda, se o produto embalado está armazenado na temperatura de conservação informada pelo fabricante na embalagem. Eles não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquidos, sinal de que passaram por um processo de descongelamento.

10) Conferência de peso: Ao comprar peixe em conserva, pré-embalado ou congelado, o consumidor pode solicitar a conferência do peso do produto em uma balança do estabelecimento. Lembre-se de que será importante considerar o peso líquido do pescado, além do peso da embalagem.

Serviço

O Procon-MT atende na sede estadual, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), nº 917, Edifício Eldorado Executive Center – Bairro Araés, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, para registro de reclamações, audiências, consulta de processos e protocolo de documentos.

No posto do Ganha Tempo da Praça Ipiranga, o atendimento ao público também é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30, no Várzea Grande Shopping, das 10h às 19h, e no posto do Ganha Tempo do CPA 1, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. No posto da Assembleia Legislativa, o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 151 ou (65) 3613-8500.

Fonte: Assessoria Governo do Estado


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília