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Candidato que espalhar fake news pode ficar 5 anos como ficha suja, afirma juiz


Divulgar informações falsas durante as eleições pode dar prisão e/ou multa, além sofrer processo por calúnia e quem for prejudicado tem o direito de resposta. Para combater a situação, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso conta com “um exército de pessoas com conhecimento jurídico e em tecnologia da informação para combater as desinformações”, é como o juiz do TRE, Lídio Modesto definiu a equipe que vai atuar nas eleições de 2020 e deve dar atenção especial às fake News e também aos chamados deepfakes. Em abril (dia 26) ocorre eleição para a vaga no Senado e, em outubro (dia 4), eleições municipais.

O TRE de Mato Grosso está em alerta quanto aos deepfakes que são vídeos falsos, criados com inteligência artificial (IA). Deepfakes podem ser bem realistas e as pessoas aparecem fazendo coisas que elas nunca fizeram na vida real. Trata de uma técnica com montagens de vídeo que já gerou desde conteúdos pornográficos com celebridades até discursos fictícios de políticos influentes. A situação preocupa empresas como o Facebook que já anunciou medidas de combate aos deepfakes, de olho nas eleições estunidenses que ocorrem este ano.

O juiz alerta que, quanto às desinformações, todos podem ser punidos. Tanto os autores da informação falsa, quanto os beneficiários da propagação das mesmas.

Ou seja, quem leva vantagem com o fato, pode também ser punido com penas que vão desde multa a detenção. O mesmo serve para as propagandas apócrifas. Os responsáveis podem ficar até 5 anos como fichas sujas.

Juiz do TRE, Lídio Modesto: punição depende de comprovação de que beneficiado pela fake news teve ciência do fato, mesmo que não seja o autor do crime

“Claro que para punir é preciso comprovar que o beneficiado teve prévio conhecimento, mesmo que não seja o autor da desinformação, esclarece Lídio Modesto. Com o trabalho de inteligência, não tem sido difícil comprovar a autoria dos crimes e punir os autores, “mas a solução nem sempre vem a tempo e estamos buscando modos de impedir as práticas”.

Para tanto devem ocorrer reuniões com pré-candidatos e candidatos. “Ainda que nesta eleição suplementar para o Senado não seja possível, vamos intensificar esse diálogo nas eleições municipais serão realizados treinamentos. Será oferecido treinamento à imprensa também, que é um dos principais parceiros nesse sentido”, afirmou o juiz.

RD News


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Região

Risco de pegar covid-19 em Primavera é 45% maior que em Cuiabá


Apesar do maior número de casos, o risco de pegar covid-19 em Primavera do Leste (231 km ao Sul da Capital) e 45% maior que em Cuiabá. O GD analisou os dados do boletim de 1º de junho, comparando os casos confirmados nos 15 maiores municípios de Mato Grosso.

Fazem parte dessa análise Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças, Primavera do Leste, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nova Mutum, Campo Verde e Juína.

Enquanto na Capital ocorre um caso a cada 770,4 habitantes, em Primavera do Leste acontece um caso a cada 530 moradores. Para se ter uma ideia, Primavera do Leste é o 10º maior município do estado, com uma população de 62.019 moradores, seguindo estimativa do IBGE para 2019.

Em terceiro lugar no ranking de maior taxa de incidência do novo coronavírus está Barra do Garças (509 km a leste), com um diagnóstico positivo para cada 774,7 habitantes. A cidade é a nona mais populosa do estado, com 56.560 moradores.

Logo em seguida vem Lucas do Rio Verde (354 km ao norte), com um caso a cada 862,2 habitantes. O município é o oitavo com maior população em Mato Grosso, que segundo o IBGE é de 65.534 moradores.

Sem contar as mortes ocorridas por covid-19, apenas na comparação da chance de se pegar a doença, o risco de transmissão do novo coronavírus é muito maior em Primavera do Leste, Barra do Garças, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra (1 a cada 918,1 habitantes) do que em Várzea Grande, que está na região metropolitana e tem um caso a cada 1.108 moradores.

Em Mato Grosso, a taxa de incidência da covid-19 era de um caso a cada 1.321 habitantes. No primeiro de dia de junho havia 2.636 diagnósticos positivos, para uma população de 3,4 milhões de habitantes.

Fonte: Gazeta Digital