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Bolsonaro confirma transferência de embaixada em Israel


Os planos de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém foram confirmados nesta quinta-feira pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. Em sua conta no Twitter, ele escreveu que “Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”. Mais tarde, em entrevista coletiva, disse que “quem define a embaixada é o País”. “Se Jerusalém é a capital, nós transferimos.” Bolsonaro acrescentou não ver “clima pesado” em função da mudança.

Em reação, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, disse que “respeitamos e não compartimos”. “É um tema aberto para conversar com o novo governo e expor nosso ponto de vista e decisão soberana. Jerusalém Oriental é capital ocupada do Estado da Palestina”, disse ele. Questionado, o Itamaraty não comentou o assunto.

Israel e Palestina disputam o predomínio sobre Jerusalém. O Estado judeu considera toda a cidade como sua capital, enquanto os palestinos desejam tornar Jerusalém Oriental a capital do seu futuro Estado. Israel ocupa Jerusalém Oriental desde a guerra de 1967 e posteriormente a anexou. Isso nunca foi reconhecido pela comunidade internacional, inclusive o Brasil. Em 2016, Donald Trump (EUA) decidiu transferir sua embaixada para Jerusalém.

(Com Agência Estado)


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Neri Geller, deputado federal eleito, deixa a prisão depois de HC concedido pelo STJ


Neri Geller (PP) solto na segunda-feira (12) — Foto: TVCA/Reprodução

Neri Geller (PP) solto na segunda-feira (12) — Foto: TVCA/Reprodução

O deputado eleito, Neri Geller (PP) foi solto no início da noite desta segunda-feira (12), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do e ex-ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento no domingo (11). Geller estava preso desde a última sexta-feira (9), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

Ao ser solto, o ex-ministro concedeu entrevista à equipe de reportagem da TV Centro América. Ele negou as acusões e disse que não é indiciado, apenas teve o nome citado em uma delação.

“Não fui chamado para depor em nenhum momento das investigações e vou me inteirar das acusações e depois vou manifestar junto à imprensa”, disse.

O deputado eleito disse ainda que algumas pessoas que estão sendo acusadas de corrupção foram desafetos políticos dele durante o tempo em que foi ministro.

As investigações foram baseadas na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB. Foram presos na ação Antônio Andrade (também ex-ministro da Agricultura), Rodrigo Figueiredo (ex-secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, que já conseguiu liberdade), o empresário Joesley Batista e mais 13.

Ex-ministro diz que nunca foi chamado para depor — Foto: TVCA/Reprodução

Ex-ministro diz que nunca foi chamado para depor — Foto: TVCA/Reprodução

A prisão

O ex-ministro foi preso durante a Operação Capitu, por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura entre 2013 e 2014 e é um desdobramento da Lava Jato.

Neri Geller estava hospedado em um hotel de Rondonópolis porque participaria de um evento agropecuário. Por volta de 6h, três agentes da Polícia Federal (PF) chegaram ao local em carro descaracterizado e o levaram em cumprimento a um mandado de prisão temporária.

Após a prisão, Geller foi levado para a delegacia da PF e, posteriormente, encaminhado para a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande, por não ter nível superior.

Fonte: G1 Mato Grosso