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Avô morre de Covid e família faz vaquinha para pagar R$ 188 mil em hospital


Uma família de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) vive o drama de, além de perder um familiar para a Covid-19, pagar uma dívida R$ 188 mil pelo custo da internação em UTI. Sem plano de saúde, a família recorreu a internação particular para tentar salvar a vida de José Ferreira Nascimento, de 86 anos, que não resistiu e veio a óbito no último sábado (19), depois de 19 dias internado no Hospital Unimed de Rondonópolis. Eles pedem ajuda em uma vaquinha virtual – clique aqui.

A dívida era para ter sido paga nesta terça (21), conta a neta de José, Thais Alves Borges, de 27 anos. Na manhã desta quarta (22), os familiares conseguiram adiantar o pagamento de R$ 20 mil, que foi arrecadado entre amigos e parentes. “Tinhamos que pagar pelo menos uma entrada por que eles estavam cobrando”, disse.

Com esse adiantamento, o Hospital Unimed deu um prazo de 15 dias a família para pagar o restante da dívida.

Thais explica que, após o quadro do avô piorar, eles procuraram ajuda médica, mas não havia leitos de UTI na cidade. O próprio secretário municipal de Saúde de Paranatinga disse que não havia vagas e que saída poderia ser a internação particular. Eles chegaram a voltar para casa, porém, com uma nova piora do idoso, eles o levaram até o Hospital Unimed de Rondonópolis, onde havia vaga.

“A gente teve que levar para [hospital particular para] salvar a vida dele. Não tinha outro jeito. Se fosser esperar pelo SUS, teria morrido assim que teria dado entrada. Não esperávamos que o valor chegasse a tudo isso”, conta Thais.

Depois de mais duas semanas, pouco antes de José vir a óbito, a Unimed já notificou os familiares da dívida – R$ 134 mil pelo custo da internação. Após 19 dias de UTI, o idoso não resistiu e veio a óbito no último sábado (19). A dívida foi atualizada para R$ 188 mil, mas a família “não tem condições de pagar tudo isso”.

Uma prima chegou a fazer uma vaquinha na internet. Até o momento foram arrecadados, pouco mais de R$ 9 mil. Thais também conta que recorre a ajuda por todos os lados. Já buscou a Prefeitura de Paranatinga, mas não teve resposta até o momento. Enquanto isso, a família vê outras formas de arrecadar o montante.

Fonte: RD News / Allan Pereira


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política

Vereador Luis Costa irá recorrer contra decisão da sentença de cassação de seu mandato


Da Redação

Após decisão da juíza, Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, da 40º zona eleitoral, de cassar o diploma e o mandato eleitoral de vereador do Município de Primavera do Leste, Luis Pereira Costa afirma que irá recorrer contra a decisão da sentença.

Segundo o vereador, o processo se deu por conta da sua atuação em denúncias de possíveis esquemas de corrupção praticados pela gestão atual. Em uma de suas denúncias, Luis Costa aponta ao Ministério Público o envolvimento do então vereador Elton Baraldi (MDB), em que, as empresas de sua família, são favorecidas nos processos de licitações da Prefeitura de Primavera do Leste para a prestação de serviços de transportes. Fato que comprovou-se em uma ação do próprio MP, na época com busca e apreensão no gabinete, residência e nas empresas do próprio Elton Baraldi.

“Eu comecei a fiscalizar e denunciar e isso provocou o grupo político da atual gestão e como forma de me calar, eles disseram que eu estava abusando do poder econômico e fazendo Fake News. É uma situação muito difícil para mim pois estou lutando contra um sistema. Pois a própria juíza que sentenciou o meu processo é amiga do prefeito”. Explica Luis Costa.

Além deste processo um outro já havia sido julgado, também por parte do vereador Elton Baraldi contra o vereador Luis Costa, e neste anterior a juíza Patrícia Cristiane Moreira, julgou favorável ao vereador Luis Costa pois avaliou improcedente a denúncia.

“Os processos tem o mesmo princípio, tanto o primeiro como o segundo e porque agora com a juíza Lidiane a situação foi favorável? Irei recorrer pois é um direito meu e também vou denunciar esse aparelhamento entre os poderes ao Conselho Nacional de Justiça, pois os poderes, legislativo, executivo e judiciário precisam trabalhar de forma independente. Eu continuo o meu mandato e também irei recorrer, até ter um outro retorno da justiça estadual e federal”. Finaliza Luis Costa.