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Asta inaugura vôo comercial Primavera-Cuiabá


      Depois de muita negociação com empresários, Prefeitura, Câmara e segmentos organizados, a Asta – América do Sul Taxi Aéreo – iniciou nesta segunda-feira, 23, a operacionalização dos vôos comerciais no trecho Priamvera do Leste – Cuiabá nas segundas, quartas e sextas-feiras – decolagem às 6h e a previsão do retorno para o final da tarde. Para o Diretor de Operações da ASTA, Magno Block, inicialmente os voos acontecerão em dias alternados, mas “em breve passaremos aos voos diários e, “vamos migrar para uma aeronave maior, hoje operamos com um Cessna Caravan, para nove ocupantes”.
    O primeiro passageiro a comprar a passagem da Asta, José Roberto Pizzaia, que reside no Rio de Janeiro, afirmou que em Cuiabá embarca as 11.40h para Brasília e posteriormente para o Rio de Janeiro e, às 18h “já estarei em casa”. Segundo ele, essa possibilidade de estar interligado com outros voos, traz um status muito grande para a cidade e região, “conseguimos otimizar o tempo e estamos inseridos no rol das grandes cidades, isso nos permite programar a nossa agenda e atender nossos compromissos com tranquilidade”. Sua passagem foi comprada pelo site da companhia, pela sua filha, no Rio de Janeiro. Já no voo e Cuiabá a Priamvera o primeiro passageiro foi José Carlos Zagui, “uma cortesia da empresa”. Pela sua ótica “é mais um impulso para o município, comodidade para o morador da cidade e mais um passo para o desenvolvimento”.
            Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Primavera do Leste, Ubiratan Ferreira, “hoje é um marco na história do município, já se fazia necessário essa iniciativa de colocar Primavera interligada a Cuiabá de uma maneira mais fácil e rápida, todos estão de parabéns, os empresários que investiram, o Poder Público que fez a sua parte, enfim é desta forma que devemos trabalhar”. O presidente da CDL – Câmara de Diretores Lojistas – Naudi Rohr, reconhece que “historicamente sair do zero já é um avanço e, hoje saímos do zero para iniciar um momento novo e histórico, porque nem tudo se faz com dinheiro, mas se faz com crédito e, é esse crédito que o prefeito tem demonstrado com suas iniciativas e, cabe a nós fomentar o uso de avião para nossos deslocamentos”.
            O vice-prefeito, Sérgio Fava, se sente realizado e entende que é mais um esforço dessa gestão que se transforma em realidade, “foi um trabalho de convencimento que se concretizou, os empresários acreditaram nesse projeto e a Prefeitura deu o suporte legal e o apoio necessário, porque é mais uma opção para quem precisa ir à capital ou mesmo fazer conexão para outras regiões do país em tempo hábil”.  O secretário de Indústria e Comércio, Carlos Donin, vê com bons olhos o inicio da operação da ASTA – representa mais desenvolvimento para o município, aeronave tem uma estabilidade surpreendente e a Prefeitura está realizando os reparos imprescindíveis no terminal de passageiros, “de baixo custo, mas essenciais para o conforto daqueles que usarão o espaço”.
            O presidente da Câmara, Miley Alves, na oportunidade, ressaltou que Primavera do Leste é um município pujante e vive um contexto de franco desenvolvimento. “Precisávamos dessa alternativa de locomoção rápida, até como instrumento de atrair mais investimentos e nos manter conectados, de forma ágil com a capital de nosso Estado e outras regiões de Mato Grosso”.
            O prefeito Léo Bortolin vê esse momento como o resultado do esforço coletivo, onde todos – iniciativa privada, Poder Público, a Asta – trabalharam para colocar o município no rol das grandes cidades, além de representar um atrativo para empresários que querem investir e, analisam, dentre outros requisitos, facilidade de estar nos grandes centros no mínimo espaço de tempo.  “Estamos todos de parabéns e, com esse espírito de ajuda mútua vamos ter muitas outras conquistas”.
Fonte: Da Assessoria da Prefeitura PVA

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Brasil

Futuro presidente terá de enfrentar financiamento do SUS


A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está entre os principais desafios do próximo presidente da República, juntamente com a segurança pública e a geração de empregos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção básica e especializada, visita domiciliar, administração de medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552 centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos, filantrópicos e privados).

 

Info sus 2018
Info sus 2018 – EBC

Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões, sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem está na ponta do sistema, no entanto, reclama de subfinanciamento da saúde pública.

Diagnóstico

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são “absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em colapso”, afirmou.

O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da população, nem o aumento do desemprego que joga mais pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com consequente aumento das doenças crônicas. Também não considera os avanços tecnológicos, que custam caro”, argumentou.

Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados, com 22,1%.

No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).

Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a gestão do sistema público, por meio do treinamento e capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou no sistema os trabalhadores desempregados que perderam planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública. “Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.

Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o financiamento da saúde pública é a revisão da política de isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As desonerações representam mais do que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos defendem revisão das competências dos três entes da Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que engessam a administração pública, refletindo diretamente na gestão do sistema de saúde.

Referência

Apesar das dificuldades, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial. São bons exemplos a terapia antirretroviral, o sistema público de transplantes, o programa de imunizações, o banco de leite materno e a assistência farmacêutica. O SUS fornece 22 antirretrovirais, em 38 apresentações farmacêuticas, para o tratamento de portadores do HIV em todo o país. A organização do banco de leite humano brasileiro é referência para 40 países, sendo que 23 têm cooperação internacional com o Brasil para utilização do modelo.

Doação de leite materno
SUS é referência em banco de leite humano – Elza Fiúza/Arquivo/Agência
Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, o SUS mantém o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, servindo de referência para outros países. No Brasil, 87% dos transplantes de órgãos sólidos são feitos no SUS, cujo paciente tem acesso à assistência integral – exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplantes.

A rede brasileira tem centrais de transplantes nas 27 unidades da Federação e conta com 13 câmaras técnicas nacionais, além de 494 estabelecimentos que realizam transplantes e 1.244 equipes habilitadas. Há também 70 organizações de busca de órgãos e 62 bancos de tecidos.

FONTE: Agência Brasil