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Asta inaugura linha aérea Primavera – Cuiabá


Está decidido – a partir de fevereiro a America do Sul Taxi Aéreo – ASTA – inicia a operar voos de Primavera do Leste a Cuiabá, com o apoio da Prefeitura Municipal e de empresários. Essa decisão foi anunciada no evento da noite dessa quinta – feira, 18, quando foi lançado o Programa Prestando Contas, ocasião em que o prefeito Léo Bortolin fez uma explanação sobre os 135 dias da sua gestão.

Inicialmente a companhia vai operar em dias alternados – segunda, quarta e sexta. Os horários propostos – CBA –PVA -6.00h com chegada prevista as 6.50h / PVA – CBA -7.00h e a previsão de pouso às 7.50h. O valor do bilhete é de R$ 260,00. Os voos permitirão que os passageiros consigam fazer uma conexão tanto para outros estados como para o interior de Mato Grosso, em regiões onde a Asta já opera.

Segundo o diretor comercial Magnus Alberto Block, Primavera do Leste é um município promissor economicamente e em franco desenvolvimento, portanto já comporta um serviço aéreo. “E essa parceria só foi possível devido a visão moderna e futurista do prefeito Léo Bortolin, que trouxe o futuro da cidade pra agora”.

Magnus fez um retrospecto da empresa que iniciou a operacionalização em Mato Grosso, há 15 anos apenas com carga; em 2008 passou a operar no norte do Estado mesclando carga e passageiros e, há cerca de sete meses opera no trecho Tangará da Serra – Cuiabá através da segurança dos contratos com empresas que nos permite a tranquilidade financeira necessária, “fizemos inicialmente para seis meses e agora renovamos o que nos assegura que esse formato tem dado certo”.

Léo Bortolin é defensor da ideia de que Primavera do Leste precisa oferecer a alternativa de locomoção rápida, devido todo o contexto de desenvolvimento que envolve a cidade, “essa lacuna que deve ser preenchida o mais rápido possível”. O prefeito entende que além de atender a demanda do município, essa linha vai ser mais um atrativo para quem pensa em investir em Mato Grosso. “Muitos empresários colocam em seus requisitos para instalação de suas empresas, exatamente a facilidade de locomoção e, a possibilidade de em poucas horas chegar a São Paulo, por exemplo, e, dentre outros atrativos que o município oferece, vamos buscar mais esse”.

Fonte: Da Assessoria de Imprensa

 


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília