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ASTA disponibilizará linha aérea ligando Primavera à Cuiabá no início de 2018


O prefeito Léo Bortolin recebeu na manhã dessa quinta – feira, 21, os diretores da empresa ASTA – América do Sul Taxi Aéreo Ltda., empresários, agentes de viagens e imprensa para uma reunião que teve como pauta a implantação de uma linha aérea de Primavera a Cuiabá, inicialmente em dias alternados – segunda, quarta e sexta, viabilizada através da compra de, no mínimo, 38 contratos de 12 bilhetes pelas empresas, segundo o diretor comercial Magnus Alberto Block. Entretanto, ele assegura que esses contratos são flexíveis de acordo com a realidade de cada cliente.

Magnus fez um retrospecto da empresa que iniciou a operacionalização em Mato Grosso, há 15 anos apenas com carga; em 2008 passou a operar no norte do Estado mesclando carga e passageiros e, há cerca de sete meses opera no trecho Tangará da Serra – Cuiabá através da segurança dos contratos com empresas que nos permite a tranquilidade financeira necessária, “fizemos inicialmente para seis meses e agora renovamos o que nos assegura que esse formato tem dado certo”.

Léo Bortolin é defensor da ideia de que Primavera do Leste precisa oferecer a alternativa de locomoção rápida, devido todo o contexto de desenvolvimento que envolve a cidade, “essa lacuna que deve ser preenchida o mais rápido possível”. O prefeito entende que além de atender a demanda do município, essa linha vai ser mais um atrativo para quem pensa em investir em Mato Grosso. “Muitos empresários colocam em seus requisitos para instalação de suas empresas, exatamente a facilidade de locomoção e, a possibilidade de em poucas horas chegar a São Paulo, por exemplo, e, dentre outros atrativos que o município oferece, vamos buscar mais esse; a Prefeitura e Câmara comungam e defendem essa ideia”.

Magnus Block informou que a aeronave, um cessna, que irá opera no município comporta nove passageiros, devido à falta de estrutura de bombeiros para atuar de maneira permanente no aeroporto. O horário dos voos vai permitir que os passageiros consigam fazer uma conexão tanto para outros estados como para o interior do estado, para as regiões onde a Asta já opera. Os horários propostos – CBA –PVA -6.00h com chegada prevista as 6.50h / PVA – CBA -7.00h e a previsão de pouso às 7.50h. O valor do bilhete é de R$ 250,00 (cento e cinquenta reais).

Pela sua ótica, Léo vê que essa iniciativa abre precedentes interessantes para o município e, se no futuro precisar de ampliação, podemos deixar o atual aeroporto para voos agrícolas e pensarmos em outro dentro das normas para pouso e decolagem de grandes aeronaves e até de outras empresas operando em Primavera do Leste. O prefeito convidou os empresários para mais uma reunião na segunda quinzena de janeiro para alinhar os detalhes pendentes.

Foi questionado sobre a possibilidade de voos diários – de segunda a sexta. Para Magnus, nesse formato seria necessário fechar 48 contratos e, isso “depende exatamente da demanda, porque temos condições sim, de operar diariamente”. O secretário Carlos Donin, da Indústria e Comércio esteve em Brasília, na ANAC para a homologação do balizamento do aeroporto – o que significa que após a checagem in loco pelo órgão, de que nossas informações correspondem a realidade, o órgão pode autorizar pouso e decolagem a noite, inclusive, de jatos pequenos.

Representando a Câmara Municipal se fez presente o vereador Elton Baraldi, empresários, presidentes de entidades e agentes de viagens.

Da Assessoria


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília