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Adversário dos Viana, Léo cita arrogância da oposição e propõe alinhamento político


Adversário dos Viana e eleito com maioria esmagadora de 69% dos votos válidos (17.608), nesse domingo (19), o agora prefeito eleito de Primavera do Leste Leonardo Bortolin, o Léo (PMDB), considera que a oposição  apresenta comportamento arrogante na forma de conduzir a política na cidade. Ao contrário disso, ele defende alinhamento político, até mesmo de adversários, a fim de viabilizar as necessidades mais urgentes do município.

“O partido deve ser o partido de Primavera. Ao contrário dos Viana, eu não tenho essa característica arrogante, característica de oposição ferrenha. Acho que a gente tem que trabalhar junto. Politicamente a gente só constrói junto e não dessa maneira desagregadora”, comenta em entrevista ao , nesta segunda (20).

Léo conta que durante a campanha eleitoral, recebeu o apoio de 11 vereadores primaverenses. Agora, pretende lutar para agregar todos os 15 que compõem o Legislativo. “Queremos fazer com que Primavera volte a ser uma potência tanto no Estado quanto no Brasil, levando qualidade de vida às pessoas. Tenho certeza que vamos fazer gestão aberta, que é uma característica minha, vamos ouvir a população, chamar a comunidade para a responsabilidade”.

Léo deixou a presidência da Câmara para comandar o município interinamente após a saída do ex-prefeito Getúlio Viana (PSB), que teve sua candidatura indeferida e se viu obrigado a deixar a gestão em setembro. A adversária Carmen Betti (PSC), que recebeu 30,75% dos votos válidos (7.817), contou com o apoio do deputado estadual Zeca Viana (PDT) e de Getúlio, mas não bastou.

Os Viana são considerados uma família de grande força política da região. Na corrida pela prefeitura, chegou a lançar o filho de Zeca, Mateus Viana, à disputa, mas ele desistiu logo no início da campanha, deixando a candidatura para Carmem. Léo, por sua vez, chegou a denunciar que estava sendo vítima de “campanha maldosa” dos adversários, mas afirmou que não iria revidar as provocações.

Agora eleito, avalia que a mudança de opção da população se deve ao anseio por pessoas novas na política, com ideias novas. “É bem interessante mencionar que do secretariado que tenho hoje, apenas um tem experiência política, os demais foram indicados pelas categorias. Eu abri o espaço para a sociedade mesmo”, comenta Léo.

Apesar disso, ele não descarta mudanças em seu staff, mesmo mantendo a representatividade dos setores. Pondera que ainda precisa sentar e conversar com sua base antes de tomar qualquer decisão.

Prioridades

Entre as prioridades, estão a Saúde e Desenvolvimento, que inclui concluir as reformas necessárias para desenvolver políticas públicas em cada área de maneira mais forte. Neste contexto, Léo conta que quando assumiu a gestão, havia cinco postos de saúde parados há quase um ano, já com notificação para devolução dos recursos a Brasília. “Destravamos essas obras, três já foram retomadas e a quarta retoma essa semana”, adianta.

Além disso, Léo garante que o centro de hemodiálise do município deve começar a funcionar até dezembro deste ano e promete fortalecer as obras estruturais de esgoto, bem como executar obras para embelezar a cidade.

Caixa

Apesar de não citar valores, Léo garante que o dinheiro para o 13º dos servidores já está em caixa e descarta qualquer possibilidade de atraso no pagamento dos salários. Ele revela, inclusive, que 2018 começará com saldo positivo.

Governo

O prefeito de Primavera aponta que independente de partido, o governo, sob Pedro Taques (PSDB), precisa dar atenção a todos os prefeitos dos 141 municípios do Estado. Nesta linha, comenta que a cidade tem demandas urgentes de Saúde e que tem buscado horário na agenda do governador, até o momento, sem sucesso. “Espero que agora eu consiga”.

Por fim, Léo defende que haja alinhamento político com o governador para potencializar as ações do município. “Meu palanque teve Marco Marrafon (secretário estadual de Educação), que é meu amigo, meu parceiro. Tivemos com Suelme Evangelista (secretário estadual de Agricultura), também é meu amigo. A deputada estadual Janaina Riva (PMDB), o deputado federal Valtenir Pereira (PSB), o ex-deputado Luizinho Magalhães. Recebemos apoio dos mais diversos, como do senador Wellington Fagundes (PR), o federal Carlos bezerra (PMDB). Essa campanha oxigenou pluripartidariamente. Para mim é motivo de muita honra”.

Fonte: Eduarda Fernandes/ RDNews


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Brasil

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil


A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

*Com informações da EFE.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília