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1ª reunião de políticas públicas voltada para a saúde dos indígenas é realizada em Primavera do Leste


Com o intuito de discutir Políticas Públicas, está sendo realizada a 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Distrital de Saúde Indígena – Condisi Xavante, em Primavera do Leste, com foco na melhoria de atendimentos à saúde de 28 mil nativos de nove aldeias da região e debater sobre a implantação da Casa de Saúde Indígena (Casai) no município.

O evento iniciou-se nesta terça (26) e segue até sexta-feira (29),
no plenário da Câmara Municipal. Primavera do Leste não possui nenhuma aldeia indígena, porém, diariamente nos deparamos com índios nas ruas, já que a 35 km há aldeia Sangradouro e Volta Grande com aproximadamente 2.300 índios.

A reunião para discussão sobre as Políticas Públicas, junto aos índios conselheiros, tem como foco a melhoria do atendimento à
saúde porque, segundo o vice-presidente do Condisi, polo de Barra do Garças, Fábio Tsitobrowe, esta é a maior dificuldade enfrentada pela comunidade. Além disto, outros assuntos foram colocados em pauta, como: aprovação do regimento interno das Casais; aprovação do protocolo de acesso às Casais; leitura e discussão do contrato de funerária; e informes dos membros do conselho.

A Coordenação Regional Xavante, localizada no município de Barra do Garças é a unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável por planejar e implementar ações de promoção e proteção dos direitos sociais, de etnodesenvolvimento e de proteção ambiental e territorial, em conjunto com os povos indígenas do povo Xavante.

Para tanto, atende a uma população de aproximadamente 28 mil indígenas distribuídos nas terras indígenas de Sangradouro e Volta Grande, Marechal Rondon, São Marcos, Parabubure, Maraiwatsede, Ubawawe, Chão Preto, Pimentel Barbosa e Areões, com o apoio das Coordenações Técnicas Locais, unidades descentralizadas localizadas nos municípios de Primavera do Leste, Barra do Garças, Nova Xavantina, Campinápolis e Água Boa.

“Nossa intenção é melhorar a qualidade no atendimento para a nossa comunidade. Já tivemos uma melhora durante os anos, mas é uma luta contínua. Além disto, esta reunião é para buscarmos o reconhecimento e respeito de todos”, diz o vice-presidente do Condisi.

A reunião também serviu para debater sobre a implantação da Casai em Primavera do Leste, que de acordo com Fábio, está é uma discussão que já possui 10 anos e com este local, os indígenas terão um local de apoio para os atendimentos voltados à saúde.

“Gostaríamos que o Poder Público tivesse uma atenção maior para a saúde indígena, pois nossa maior preocupação é isto. É um trabalho a longo prazo e a participação nãoindígena também é importante. Temos que lutar hoje para que seja garantido o amanhã”, explica.

CASAI – APOIO À SAÚDE
A Casai funciona como um centro de apoio aos índios que buscam atendimento médico de média ou alta complexidade na cidade e que são atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). O local é construído com recursos destinado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), é um investimento de aproximadamente 4 milhões, com prazo de dois anos para construção, podendo gerar de 30 a 60 empregos diretos no município.

Representando o deputado federal Valtenir Pereira, o assessor Milton Simplício, ressaltou a importância da saúde indígena, o debate sobre as políticas públicas e os trabalhos realizados pelo legislador desde quando assumiu à frente Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Entre as ações do deputado está a implantação da Casai no município de Primavera do Leste, que desde 2017, ano em que assumiu, já buscava recursos para viabilizar a unidade no município. Naquela época ele já havia assegurado quase R$ 1 milhão junto ao Ministério da Saúde e Secretaria Nacional de Saúde Indígena para aplicar, além de Primavera, em Água Boa e Paranatinga.

O morador de Primavera do Leste, Leonardo Sousa de Moraes, atuou na Funai – Primavera de 2000 a 2004, mas até hoje continua os trabalhos junto aos indígenas em busca de melhores condições na saúde, infraestrutura e qualidade de vida. “Primavera por ser polo, todos os indígenas procuram o município e investem na economia local. Mesmo não tendo nenhuma aldeia, é no comércio local que eles gastam o dinheiro e recebem atendimento”, diz.

Moraes salienta que a luta dos indígenas, desde quando estava à frente da Funai, é por um atendimento de qualidade na saúde e a “Casai iria proporcionar isto a eles, pois terão acompanhamento digno e constante. A reunião é um avanço para a comunidade e para a saúde indígena, que poderá fazer de 10 atendimentos aumentar para 100”, defende.

Fonte: Pérsio Souza/ Clique F5


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política

Vereador Luis Costa solicita ao executivo a roçada de mato seco em terrenos baldios e caminhões pipas para molharem as ruas de chão


Da Redação

O clima seco é um dos vilões da boa respiração, é a falta de chuva, a poeira excessiva e as queimadas. Primavera do Leste não fica atrás da realidade nacional, pois o período da seca chega em média há durar três meses, e neste período as doenças respiratórias se agravam, principalmente nas crianças e idosos.

Neste último final de semana o vereador Luis Costa (PR) esteve nos Bairros Poncho Verde e São Cristovão, acompanhando a situação dos terrenos baldios que estão com muito mato seco.

“Esta época do ano, que o clima fica mais seco, tem que cuidar mais da saúde com prevenções, como por exemplo, realizar a roçada de alguns terrenos baldios espalhados pela cidade para evitar que pegue fogo. Estarei solicitando a secretaria de obras o serviço de roçada e limpeza dos terrenos principalmente nestes bairros com pontos mais críticos, porque se houver a queimada o fogo pode se espalhar rapidamente e atingir as residências da comunidade”. Explica o vereador Luis Costa.

Na sessão ordinária de segunda – feira (24), o legislador junto com o colega vereador Valmislei Alves dos Santos, falaram sobre as reclamações dos moradores do Bairro Guterres e região em relação à poeira.

“Este é outro problema que se agrava nesta época do ano, e a população não tem aguentando tanta poeira. Alguns bairros da cidade como o Guterres e região, são mais atingidos porque ainda existem algumas ruas sem asfalto, como exemplo, a rua próxima ao aeroporto que é um dos principais acessos aos bairros. Como o colega Valmislei disse, o executivo precisa colocar alguns caminhões pipas para molhar as ruas, porque se existe água para molhar as gramas, como não molhar as ruas de chão. Eu peço atenção da prefeitura em relação a esta situação que os moradores estão passando com tanta poeira, porque se não fazermos nada, as pessoas irão ficar doentes e sempre digo aqui, que a nossa prioridade tem que ser a saúde do cidadão”. Finaliza Luis Costa.